• Pedro Sarolli

REAJUSTE DE 14% NA ENERGIA ELÉTRICA


Pode parecer mentira ou absurdo – mas não é. A conta de luz dos brasileiros deve ter um reajuste de, em média, 14,5% em 2021. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já informou sobre a medida e também já há estudos de empresas especializadas no setor que preveem o aumento.


Na região sul a alta prevista é de inacreditáveis 12,2%, enquanto em regiões como o Centro-Oeste a tarifa deve subir 19,4%. Esse roubo do bolso dos brasileiros leva em conta as altas em 2020 de 15,5% na distribuição de energia elétrica; 23,14% de IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado); 4,52% de IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e expectativas de custos com compra de energia em 9,5%.


Reajuste da conta de luz no Sul em 2021 deve ser de 12,2%

Em 2020, por conta da explosão da pandemia da Covid-19, o governo criou o programa chamado Conta-Covid. Para que as empresas não repassassem esses reajustes ao consumidor, o Governo Federal emprestou dinheiro – que agora precisa ser pago, novamente e sempre, pelo consumidor.


Regulamentada pela Aneel, a Conta-Covid foi criada como medida para evitar reajustes maiores, mas a conta sempre chega. E chegou arrebentando.


Em 2020 tivemos essa falsa sensação de alívio. A conta de luz até baixou em 0,95% para residências e 0,83% para empresas e comércio, no Paraná. Mas, como todos sabemos, uma das certezas da vida é que a conta de luz sempre sobe e nunca baixa. E, obviamente, de que a corda sempre estoura no mais “fraco”.


Os reajustes também sempre são feitos com base no “todo”. Acontece ainda que esse todo se refere só ao consumidor cativo, do ambiente regulado (aquele que compra sua energia exclusivamente por meio da concessionária de distribuição, que é a Copel no Paraná). O que pode preocupar ainda mais é que os grandes consumidores (indústrias, redes de mercados, cooperativas entre outros) estão cada vez mais migrando para o mercado livre de energia (em fevereiro de 2021 o número de consumidores que participam do mercado livre de energia emplacou um aumento de 22% em relação ao mesmo mês do ano anterior).


Uma coisa é fato: toda a ineficiência do Setor Elétrico Brasileiro é paga pelo consumidor cativo. A conta é simples. Quanto menos gente pra dividi-la, mais cara ela fica. E tem mais: no Paraná, por exemplo, 295.915 famílias não pagam pela energia elétrica (devido a programas governamentais como, por exemplo, o Luz Fraterna, além das próprias medidas adotadas devido à pandemia). Essa conta precisa ser paga por alguém, que obviamente não é a concessionária. Além disso, o fator água (boa parte da energia elétrica é gerados por hidrelétricas) entra na conta (estiagem) e o dólar, disparando a cada dia mais.


Energia solar


Se você ainda não se convenceu que a energia solar é a melhor solução para sua casa, seu comércio, sua indústria ou seu agronegócio, não sei mais como te convencer. Reajustes continuarão vindo, assim como a certeza de que o sol está aí todos os dias, gratuito e soberano.


Pedro Sarolli

Jornalista da Voltes Energia Solar

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