• Pedro Sarolli

O COMBUSTÍVEL DO PRESENTE


Apesar de ter patinado por muitos anos – perdão pela metalinguagem -, agora o setor de carros elétricos no Brasil começa a acelerar. O Paraná entra como protagonista nessa renovação da frota e dos princípios ambientais brasileiros, principalmente pelo recente anúncio da implantação de uma fábrica de carros elétricos em Toledo, Oeste do Estado, e pelos recentes dados divulgados pela Copel.


Em primeiro lugar, no fim de fevereiro deste ano a empresa Movi Electric anunciou sua linha de montagem de veículos elétricos no Biopark - parque tecnológico privado pertencente a Pratti Donaduzzi, empresa de medicamentos.


Três modelos de carros 100% elétricos serão produzidos incialmente, sendo um modelo sedan e dois modelos utilitários. Cem unidades devem ser produzidas ainda em 2021.


Os veículos transportam até duas pessoas com segurança e, além de serem ecológicos, possuem como benefícios o baixo custo de manutenção, autonomia de até 150 Km e carregamento em qualquer tomada de 110V ou 220V, por meio de cabo portátil disponível no veículo.


E não é só essa notícia que ligou os para-brisas e limpou o horizonte da mobilidade elétrica nacional. A Copel, concessionária de energia do Paraná, divulgou que seus eletropostos tiveram um aumento expressivo em 2020. Segundo levantamento da companhia, no primeiro ano de operação, em 2019, os eletropostos somaram 330 recargas (2.914 kWh). Já no ano passado foram 600 recargas (19 mil kWh), ou seja, um aumento de aproximadamente 80% no número de recargas.


De acordo com a Copel, a média de recargas é de 20 kWh, o que gera autonomia de 200 km por apenas R$ 17. A comparação com os carros à combustão é tipo Ferrari x Fusca: simulando um consumo de 10 km por litro, o valor para percorrer a mesma distância com gasolina beira R$ 100.


Já são 512 carros elétricos no Paraná, com crescimento de 70% da frota em 2020. No Brasil, o crescimento foi de 66% (hoje a frota é de 19.745 veículos elétricos). Com a fábrica de Toledo, nosso Estado vencerá essa corrida certamente.


Essa tendência é assim como a energia solar. Enquanto os grandes setores de geração hidráulica – principal fonte da matriz energética brasileira – nos enxerga aterrorizado pelo retrovisor, nós já ligamos a seta e estamos ultrapassando.


Pedro Sarolli

Jornalista da Voltes Energia Solar


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